O Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, apontou que a precipitação acumulada em oito pontos diferentes do Estado foi de 2.748,6 milímetros.
O índice é 151% superior ao mesmo período do ano passado, que foi de 1.094,2 mm. Em relação à média, o aumento também foi significativo, de 67%.
No primeiro mês de 2021 choveu 343,5 mm, contra um histórico de 205,7 mm. O levantamento leva em consideração as regionais de Paranaguá, Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu.
Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar, explicou que o principal fator do aumento do volume e chuvas no Paraná, foi o fluxo de umidade no canal da Amazônia para o Sul do País.
Ele lembrou que Foz do Iguaçu e Guaraqueçaba, no Litoral, bateram recorde de precipitação dos últimos 20 anos. Com 194,6 mm, Curitiba ficou pouco acima da média histórica, de 185 mm. Julio Gonchorosky, diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, explicou que as chuvas foram boas em sua totalidade, porém, não é suficiente para acabar com o sistema de rodízio de água estabelecido pela Sanepar ainda no ano passado.
Em janeiro de 2020 o acumulado de chuvas na Capital foi de 156,6 mm.
Segundo Reinaldo Kneib, a chuva deve continuar em fevereiro, mas em menor intensidade, especialmente no litoral e interior do Estado. Gonchorosky reforça o pedido para que a população seja parceira do Estado no uso racional da água, evitando desperdícios.