Um plano criminoso terminou na delegacia em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Um motorista de aplicativo de 27 anos foi preso em flagrante após simular o próprio sequestro com a ajuda de um comparsa para exigir dinheiro da companheira, de 36 anos. O casal mantinha uma relação há aproximadamente um ano.
Golpe armado durante a madrugada
A farsa começou a se desenrolar na terça-feira (22), quando a mulher passou a receber mensagens ameaçadoras e gravações de áudio exigindo um resgate para libertar o parceiro. Os criminosos pediram inicialmente uma quantia de R$ 2 mil, valor que posteriormente caiu para R$ 1 mil e, por fim, para R$ 500.
Para tornar a encenação verossímil, os suspeitos enviaram imagens do condutor no meio de uma área de mata, com o rosto encoberto e posicionado de costas. A pressão psicológica foi intensificada com o uso de detalhes e dados íntimos da família da vítima, que apenas o próprio parceiro conhecia.
Contas de apostas e farsa desmontada
Na tentativa de despistar a ação das autoridades, os envolvidos solicitaram que as transferências financeiras fossem feitas por meio de plataformas de apostas online. Desesperada, a mulher acionou as forças de segurança, que iniciaram diligências imediatas para localizar a vítima e seu automóvel.
Flagrante no trânsito
O desfecho do caso ocorreu na Avenida Souza Naves. Ao interceptar o veículo supostamente roubado, os policiais foram surpreendidos: o homem que se dizia sequestrado estava ao volante, acompanhado de um amigo de 24 anos no banco do passageiro.
Inicialmente, o motorista tentou sustentar a mentira, alegando que havia sido liberado pelos criminosos na beira da estrada e que procurava o sobrinho do amigo. No entanto, a investigação rapidamente apurou que os dois passaram a noite ingerindo bebidas alcoólicas e combinaram a encenação para lucrar. O amigo de 24 anos foi o responsável por engrossar a voz nos áudios de cobrança e registrar as fotos no cativeiro forjado.
Diante das evidências, a dupla foi detida e autuada em flagrante por extorsão qualificada, crime agravado pela participação de duas ou mais pessoas.





